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Por que 95% de acuracidade no estoque pode estar drenando seu lucro (e você nem percebe)

Por que 95% de acuracidade no estoque pode estar drenando seu lucro (e você nem percebe)

No mundo da logística, existe uma “zona de conforto” perigosa. É aquele momento em que o gestor olha para o relatório mensal, vê uma acuracidade de estoque de 95% e respira aliviado. Afinal, em quase qualquer prova da vida, tirar 9,5 é um excelente resultado, certo?

Errado.

No seu armazém, essa nota não é motivo de festa. Pelo contrário: ela pode ser o sinal silencioso de que a sua operação está perdendo dinheiro todos os dias. E o pior: você provavelmente só vai perceber o tamanho do rombo quando for tarde demais.

Vamos entender por que números aparentemente bons escondem falhas graves e como transformar essa métrica em lucro real.

A matemática do prejuízo

Vamos sair da teoria e ir para a prática. Imagine um armazém com 10.000 itens registrados no sistema. Se a sua acuracidade é de 95%, isso significa que 500 produtos estão com informações erradas.

São 500 oportunidades de falha. Na prática, isso se traduz em dois cenários que todo gestor detesta:

  • Ruptura de estoque: O sistema diz que você tem o produto, o vendedor fecha o pedido, mas a prateleira está vazia. Resultado? Venda perdida, cliente frustrado e imagem da empresa arranhada.
  • Excesso de estoque: O sistema diz que acabou, o comprador adquire mais, mas na verdade o produto estava lá, perdido em algum canto. Resultado? Dinheiro parado, fluxo de caixa comprometido e risco de obsolescência.

A acuracidade é a relação exata entre o que existe fisicamente e o que está na tela do seu computador. Se essa conta não fecha perto de 100% (idealmente acima de 98%), sua empresa está tomando decisões estratégicas baseadas em dados falsos.

Onde o erro nasce?

A culpa raramente é do “destino”. A falta de precisão no estoque é consequência direta de processos falhos. A literatura técnica e a prática de mercado nos mostram que o problema geralmente começa muito antes da contagem final.

O erro entra pela porta da frente. Muitas divergências nascem no Recebimento. Se a conferência de entrada não for rigorosa — de preferência utilizando o método de “conferência cega”, onde o conferente é obrigado a contar sem saber a quantidade da nota fiscal — a sua base de dados já nasce contaminada. Se a entrada está errada, a armazenagem, a separação e a expedição também estarão.

Outro vilão é a falta de organização física. Um estoque sem endereçamento lógico (Rua, Prédio, Nível, Vão) é um convite ao erro. Se o operador precisa confiar na memória para achar um item, a chance de ele pegar o produto errado ou registrar a baixa incorreta é enorme.

Pare de parar a sua empresa

Como resolver isso? A resposta antiga era: “vamos fechar a empresa por três dias no fim do ano e contar tudo”.

Esse é o famoso Inventário Geral. Ele é estressante, caro e paralisa sua operação, impedindo o faturamento. Além disso, como é feito sob pressão de tempo e com equipes exaustas, a chance de novos erros de contagem é alta.

A virada de chave das empresas maduras é a implementação do Inventário Rotativo (Cíclico).

Ao invés de parar tudo uma vez por ano, você conta pequenos grupos de itens todos os dias ou semanas. As vantagens são imbatíveis:

  • Correção “a quente”: Você descobre o erro dias depois de ele acontecer, não meses.
  • Sem paradas: A operação continua fluindo e faturando.
  • Foco no que importa: Você pode usar a Curva ABC para contar os itens mais caros e críticos com mais frequência.

Tecnologia ajuda, mas não faz milagre

Muitas empresas tentam resolver a bagunça comprando softwares caros ou leitores de código de barras. O uso de WMS (Sistema de Gerenciamento de Armazém) e coletores de dados é essencial para ganhar agilidade e reduzir erros de digitação, mas eles não corrigem processos ruins.

Automatizar o caos apenas gera um caos mais rápido.

Antes da tecnologia, vem a cultura. A equipe operacional precisa entender que acuracidade não é burocracia, é a saúde do negócio. Treinamento constante e a investigação da “causa raiz” das divergências (usando métodos simples como os 5 Porquês ou Diagrama de Ishikawa) são vitais. Não basta ajustar o saldo no sistema; é preciso descobrir por que ele furou para que não aconteça de novo.

Profissionalizando a gestão interna

Manter um estoque preciso exige método, disciplina e rotina. Muitas vezes, a equipe interna está tão focada em “apagar incêndios” e despachar pedidos que a gestão e o controle ficam em segundo plano.

É aqui que a gestão especializada faz a diferença. Terceirizar a inteligência e a operação interna do almoxarifado — a chamada gestão in-house — garante que profissionais dedicados exclusivamente ao controle de estoque apliquem as melhores práticas de inventário e organização.

Na SECLIEN, nosso foco não é o transporte da carga na estrada, mas sim garantir que a sua casa esteja em ordem. Atuamos dentro da sua operação para implantar inventários cíclicos, organizar processos e garantir que o seu sistema reflita a realidade física.

Quando a acuracidade sobe, o custo desce e a dor de cabeça desaparece.

Quer saber como está a saúde real do seu estoque? Vamos conversar sobre um diagnóstico operacional.

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